quinta-feira, 3 de outubro de 2013

TEMPO

SOBRE O TEMPO...



"Tempo, tempo, mano véio... Falta um tanto ainda, eu sei! Pra você correr macio... Como zune um novo sedã!" (Pato Fu)



Eles dizem que só o tempo... O tempo mostra a verdade, o tempo cura qualquer ferida, o tempo releva, only time will tell...

Na verdade, quanto mais o tempo vai passando, quanto mais vão se acumulando as horas no meu "relógio do Paraguay", mais vou tendo certeza de que não adianta lutar para impor a solução, a resolução, a chegada das respostas esperadas.

No fim, não adianta torná-las tão esperadas... Elas vem quando querem, quando devem chegar.

E se a gente definitivamente entende isso, consegue, de certa forma, esperar naquilo que o "Padre Espírita" chama de Kairós, tempo qualitativo.

Desenvolve, sei lá, uma certa forma de paciência (se é que se pode chamar assim). Uma condição que na qual não há muito o que se fazer a não ser esperar - então, se vê sem saída, a única opção menos drástica e com menos desgaste de energia.

Olho ao redor e há tanto a fazer, no entanto alguém fala em alto em bom som: "se largue"...

A xícara com o café meio frio... Mais uma vez, ela volta ao microondas.

O ser andrógeno, no escuro da sala de máquinas (misto de índio paraguaio x espécie de pigmeu negro) diz: "vou tirar e levar, vai ter que esperar até sábado com muita sorte, mais provável final da semana que vem". 


Enfim, começando o dia, olho a assistente e digo: "Amiga, não sei se tomo café ou se tomo pinga..."





















"Preto véio" Chico Preto - Tomando pinga aos 117 anos

Um comentário:

  1. É difícil largar
    ser folha ao vento
    Se quer viver intensamente
    Não se quer se injusto
    Perde-se a noção de limites
    muros fronteiras proteções
    Surgem ameaças
    Os sentidos se fecham
    A lembrança os abre
    O medo eclipsa o ser
    Ao cair da noite
    às seis da manhã

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