SOBRE O TEMPO...
"Tempo, tempo, mano véio... Falta um tanto ainda, eu sei! Pra você correr macio... Como zune um novo sedã!" (Pato Fu)
Eles dizem que só o tempo... O tempo mostra a verdade, o tempo cura qualquer ferida, o tempo releva, only time will tell...
Na verdade, quanto mais o tempo vai passando, quanto mais vão se acumulando as horas no meu "relógio do Paraguay", mais vou tendo certeza de que não adianta lutar para impor a solução, a resolução, a chegada das respostas esperadas.
No fim, não adianta torná-las tão esperadas... Elas vem quando querem, quando devem chegar.
E se a gente definitivamente entende isso, consegue, de certa forma, esperar naquilo que o "Padre Espírita" chama de Kairós, tempo qualitativo.
Desenvolve, sei lá, uma certa forma de paciência (se é que se pode chamar assim). Uma condição que na qual não há muito o que se fazer a não ser esperar - então, se vê sem saída, a única opção menos drástica e com menos desgaste de energia.
Olho ao redor e há tanto a fazer, no entanto alguém fala em alto em bom som: "se largue"...
A xícara com o café meio frio... Mais uma vez, ela volta ao microondas.
O ser andrógeno, no escuro da sala de máquinas (misto de índio paraguaio x espécie de pigmeu negro) diz: "vou tirar e levar, vai ter que esperar até sábado com muita sorte, mais provável final da semana que vem".
Enfim, começando o dia, olho a assistente e digo: "Amiga, não sei se tomo café ou se tomo pinga..."
"Preto véio" Chico Preto - Tomando pinga aos 117 anos