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| Linda moça, teclando... (foto: internet) |
Eu te vejo na rua, no ponto de ônibus, no shopping, na academia, na sala do escritório...
No carro ao lado! Você não me vê, seu rosto abaixado, "vidrado", absorto, "sequestrado" pela tela do celular...
Eu me pergunto: O que está acontecendo com a gente?
Deixamos de viver o presente, o real, o aqui e agora, em troca de um mundo virtual.
Requisitando-nos a todo momento com algo supostamente tão interessante, irresistível.
O que está gravado na rede social não é nada mais do que passado de alguém, algo que já aconteceu.
E eu fico sabendo daquilo que querem que eu saiba! Isto é, a informação está recortada, desenhada, colorida, pelo seu "criador".
É uma realidade "feita" para minha admiração, que satisfaz minha necessidade de distração. Afastando-me daquilo que está palpável, diante dos meus olhos...
Deixamos de viver o presente, o real, o aqui e agora, em troca de um mundo virtual.
Requisitando-nos a todo momento com algo supostamente tão interessante, irresistível.
O que está gravado na rede social não é nada mais do que passado de alguém, algo que já aconteceu.
E eu fico sabendo daquilo que querem que eu saiba! Isto é, a informação está recortada, desenhada, colorida, pelo seu "criador".
É uma realidade "feita" para minha admiração, que satisfaz minha necessidade de distração. Afastando-me daquilo que está palpável, diante dos meus olhos...
A dificuldade de lidar com o vazio é tão grande que o impulso da busca de distração ou interação é quase insuportável.
Vou andando, tentando me comunicar, procurando um olhar. Não encontro!
O sol, as árvores, a lua, as estrelas, as estruturas dos edifícios, a moça caminhando na rua, o artista no semáforo!
Mas espere um pouco... Meu desejo é o real! Quero você perto de mim... Anseio em te ouvir, me expressar.
Cruzo o viaduto na tarde de chuva, cena familiar de algum filme conhecido...
Alguém me diz: CENA DE BLADE RUNNER!
No fim, a vida da gente é aquilo que fazemos dela. E o problema é só meu para resolver.
Penso: um dia beberemos "gin victoria" e fumaremos "cigarros victoria" observados pelo "Grande Irmão"?
Sei lá! Aliás, quem sabe?
Só sei que para mim, os cenários de Blade Runner e 1984 são deprimentes demais.
Na verdade, o que interessa é saber para onde eu estou indo, o que me serve ou não, o que realmente importa.
E observando o que se passa ao meu redor me pergunto:
"Não seria esse futuro que estamos criando? Não seria esse o direcionamento que estamos dando a nossas crianças?".
Um futuro ante-visto por "Sarah Connor"?
O que se segue é resultado da bagunça que estamos fazendo hoje.
Então levante-se, levante seus olhos, abra o seu coração, levante-se para aquilo que devemos e precisamos ser...
Parafraseando o grande Ruben Alves: "Não aprendi isso nos livros, aprendi prestando atenção".
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| Meninas teclando... (foto: Denise Pitta) |
Thales Carmona

